No Japão antigo os dojos ou escolas de Ju Jutsu eram sempre juntos ou dentro de Templos Budistas ou Xintoístas ou Shinto(神道); e, devido a isso o Ju Jutsu sempre teve um forte ligação tanto com a natureza, como com a espiritualidade e a transcendência do espírito. Os samurais eram muito ligados com a questão do microcosmos e macrocosmos sabendo que tudo no sistema estava interligado.
Dentro desse conceito o samurai vivia e morria por ele, por isso, os samurais criaram uma norma ou conduta chamada Bushido( 武士道)ou traduzindo Caminho do Guerreiro.
O Bushido tinha sete normas de condutas centrais que norteavam o modo de viver do guerreiro e eram:
- GI (義) - Justiça e Moralidade, Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;
- YUU (勇) - Coragem, Bravura heroica;
- JIN (仁) - Compaixão, Benevolência;
- REI (礼) - Polidez e Cortesia, Amabilidade;
- MAKOTO (誠) - Sinceridade, Veracidade total;
- MEIYO (誉) - Honra, Glória;
- CHUU (忠) - Dever e Lealdade
Para o Samurai seu código ético de perfeição se resumia em lealdade para com seu mestre e seu dojo. Todo guerreiro samurai começava sua vida marcial como um Koshö(小姓 ) que era um(a) garoto(a) que ficava como assistente ou auxiliar do Samurai, daí surgiram as Onna-bugeisha (samurai mulher); ambos eram treinados a devotarem suas vidas ao Bushido. O Caminho espiritual era tão arraigado na vida desses guerreiros que muitos se tornaram monges e monjas no final do período Tokugawa quando os samurais foram dispensados de seus serviços e não podiam mais portar suas espadas. O Ju Jutsu ainda emprega em sua filosofia esses conceitos e sua religiosidade, nas tradições orais que são passadas de mestre para discípulos. O sistema Menkyo que ainda preserva o sistema do herdeiro, onde o Koshö começava como Yonin e após certo tempo se tornava um Karö (filho adotivo), sua função era meditar e cuidar de seu mestre. Entretanto, o culto à espiritualidade sempre foi o ponto forte dos Dojos tradicionais.